Sempre que uma nova geração de video games está prestes a ser lançada, milhões de gamers ao redor do mundo criam expectativas para saber quais serão os avanços da tecnologia que vão passar a fazer parte dos seus jogos daqui pra frente. E apesar dos consoles de hoje em dia oferecerem possibilidades incríveis, acredito que nunca mais na história haverá um salto tão grande e impactante como foi o lançamento do Nintendo 64 – em 1996 -, que introduziu ao mundo Super Mario 64, um dos jogos mais populares da história logo como seu primeiro título.

A primeira aventura 3D do nosso querido encanador não só foi considerada revolucionária por seus vastos mundos e espaço para que as pessoas explorassem à vontade, como também foi responsável pelo lançamento de um subgênero dos jogos de plataforma: os collectathons – jogos que faziam com que você explorasse lugares e fases diferentes, coletando variados objetos (como estrelas, quebra-cabeças, bananas, etc…) repetidamente até concluir sua aventura no fim das contas.
Porém, depois de muitos e muitos jogos tentarem copiar a fórmula de sucesso de Super Mario 64 – como o incrível Banjo Kazooie ou o menos incrível Donkey Kong 64 -, os games no estilo dos collectathons foram desaparecendo aos poucos, até sumirem completamente nas últimas gerações. E é exatamente para resolver esse “problema” que existem os indie games 🙂
Hoje quero apresentar A Hat in Time, um jogo 3D de plataforma – da Gears for Breakfast -, criado com um propósito: recapturar a magia dos collectathons, das mecânicas ao visual, e oferecer uma incrível dose de nostalgia para os saudosistas desse gênero, reunindo as melhores (e até piores) coisas que esses clássicos que citei acima tinham para oferecer!
Portanto, se você quer dar um pulinho no passado, coloque o seu melhor chapéu e venha conhecer as principais razões para jogar A Hat in Time!

Uma viagem inesquecível
Sua aventura em A Hat in Time começa dentro de sua aconchegante nave, onde sua personagem – uma simpática menininha conhecida como Hat Kid -, é surpreendida por um visitante inesperado em sua jornada pelo espaço. Digamos que as coisas acabam não saindo muito certo durante esse encontro e sua nave sofre um pequeno acidente, o que acaba fazendo com que todas as suas Time Pieces – ampulhetas mágicas que servem de combustível para sua nave -, sejam jogadas no espaço sideral e, consequentemente, espalhadas por diferentes mundos.
E com isso, como um bom collectathon que A Hat in Time é, sua jornada deve percorrer diferentes e peculiares locais para coletar de volta todas as preciosas Time Pieces e seguir viagem na sua nave.

A partir daí, a Hat in Time segue a boa e velha estrutura dos clássicos em que se baseou. Você pode navegar por sua nave, que serve aqui como um hub world principal, e de lá viajar para os diferentes mundos onde suas Time Pieces perdidas se encontram. O grande toque de originalidade aqui e algo que realmente me cativou são os temas BEM peculiares de cada fase. O primeira delas, por exemplo, é uma ilha paradisíaca dominada pela mafia. Você também vai visitar um estúdio de cinema e resolver o grande conflito entre pássaros e pinguins, conhecer uma floresta amaldiçoada onde é fácil perder sua alma e muito mais.
E claro, para deixar sua exploração ainda melhor, esses mundos que você vai visitar são como pequenos open worlds para se divertir, saltar e escalar (mais sobre seus movimentos no próximo bloco) sem limitações. E além de conter as Time Pieces – que fazem você voltar para o hub world sempre que você coleta uma -, as fases também oferecem diversos outros itens colecionáveis e segredos para incentivar você a explorar e conhecer cada cantinho delas. Ou seja, prepare-se para passar um bom tempo se divertindo com isso! 🙂

Salte, mergulhe, corra, repita…
E claro, não adiantaria nada ter mundos cheios de obstáculos, inimigos e temas divertidos sem ter uma incrível movimentação da sua personagem para acompanhar essa história, né? Mas pode ficar tranquilo: A Hat in Time mais uma vez se inspira nos games de plataforma 3D para criar uma vasta gama de pulos, mergulhos, ataques e outras habilidades que farão com que o simples ato de se movimentar no jogo seja uma enorme diversão por si só.

Além dos seus movimentos, precisamos falar sobre as funcionalidades do seu chapéu (o jogo chama-se A Hat in Time, afinal…). De início, sua icônica cartola roxa oferece uma simples habilidade: apontar a direção da próxima Time Piece para você coletar. Porém, ao longo da aventura, você poderá costurar novos e divertidos chapéus – feitos com linha de costura que você encontra escondida pelos mundos -, e que podem ser equipados a qualquer momento para lhe dar poderes para complementar sua forma de se mover por aí! Alguns chapéus deixam sua personagem ultra rápida, outros permitem que você se torne um pesado bloco de gelo, outros fazem com que você interaja com plataformas e objetos do mundo dos espíritos (sim, eles são esquisitos) e por aí vai. Cada um faz com que você possa explorar mais e mais pedaços dos vastos mundos e aumente seu arsenal de movimentos!

Por fim, preciso destacar outro fator que me cativou de forma surpreendente em A Hat in Time: as sensacionais batalhas contra chefões. Todos os diferentes mundos do game vão acabar colocando você frente a frente contra algum inimigo super poderoso e que vai desafiar suas habilidades em combate. E acredite, essas lutas são bizarras (de um jeito positivo), afinal, você vai enfrentar desde uma gangue da mafia até um banheiro possuído. Prepare-se, porque eu garanto que vai valer a pena!
E por fim, para não dizer que não citei os pontos negativos do jogo, tenho duas pequenas críticas a A Hat in Time. A primeira delas é a câmera, afinal eu disse que ele era praticamente um collectathon das antigas, então prepare-se para muitas vezes batalhar contra os controles para tentar ver o ângulo que você precisa. E a segunda? Que o jogo é bem mais curto do que eu gostaria que ele fosse (São 45 Time Pieces para pegar no total)!
Mas não se preocupe muito com a duração do jogo, afinal, existem outras coisas para se fazer além de coletar Time Pieces. A Hat in Time também oferece um DLC com duas fases extras completas para você curtir (e algumas versões do indie game já são vendidas com elas inclusas), além de vários tesouros e outros itens para encontrar durante suas visitas aos diferentes mundos. Eu prometo que você vai querer aproveitar cada pequeno segundo dessa aventura.
A soma de tudo que citei até aqui faz com que A Hat in Time seja um daqueles jogos que são sempre uma delícia de sentar para jogar. Sua estrutura de dividir a aventura em Time Pieces, a movimentação fluida, os poderes oferecidos pelos chapéus e as divertidas fases vão fazer você se lembrar o porque houve um dia em que os collectathons foram os jogos mais aclamados de todos os tempos.
Portanto, prepare-se para curtir essa dosezinha do passado e aproveitar cada momento da sua jornada pelos fantásticos mundos de A Hat in Time! Nos vemos por lá 😉
Adquira A Hat in Time:
- Steam: https://bit.ly/AHatInTime_Steam_QG
- Nintendo eShop: https://bit.ly/AHatInTime_Eshop_QG
- Playstation Store: https://bit.ly/AHatInTime_PS_QG
- Xbox Live: https://bit.ly/AHatInTime_Xbox_QG
Procurando por mais uma dose extra de nostalgia em forma de indie game? Confira o peculiar Snake Pass, um jogo de plataforma que te coloca no papel de uma serpente e força você a explorar os mapas de um jeito totalmente novo. Ou, caso queira conhecer outros cativantes mundos, daqueles que dão vontade de visitar, tire umas férias da cidade grande com A Short Hike ou Stardew Valley.

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